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1876 A 1900-’’OS ESCRAVOS BRANCOS’’

 A Revolução Industrial, ao final do século 19, gerou uma grande quantidade de excedente de mão-de-obra na Europa: pessoas que simplesmente não tinham onde trabalhar, substituídas por máquinas nas fábricas das cidades. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da agricultura do café no Brasil exigia um barateamento de custos, o que entrava diretamente em conflito com a mão-de-obra escrava. Os negros, além de caros para os barões do café, ofereciam trabalho de má qualidade e fugiam constantemente.

     Assim, a aristocracia rural cafeeira pressiona o governo para que seja assinada a Lei Áurea, que permitia não apenas a libertação dos escravos, mas sim sua substituição por uma mão-de-obra remunerada e mais vantajosa para o produtor. Desta maneira, um acordo entre o governo italiano e o brasileiro permitiu que uma grande leva de trabalhadores europeus, principalmente italianos, embarcasse em diversos navios com destino à América. Era uma aventura muito arriscada, a travessia do Atlântico em condições precárias de higiene, sem a certeza de encontrar condições de trabalho promissoras nas terras de além-mar.

     A grande maioria dos imigrantes italianos que por aqui desembarcavam era de origem humilde, trabalhadores pobres, que sonhavam com o paraíso na América. Mas a passagem do sonho à realidade foi brusca. Os imigrantes italianos, vindos para o Brasil por vontade própria, não recebiam tratamento melhor que os escravos, já na época libertos. Os proprietários rurais, com sua formação aristocrática e patriarcal, utilizavam-se da violência e da coação como método de trabalho, herdado do passado escravocrata. O estabelecimento de pontos de venda de alimentos nas fazendas era comum, fazendo com que os imigrantes acabassem por assumir dívidas com os proprietários de terras.

     Assim, muitos dos imigrantes retornam à Itália, desencantados com a América. Alguns saem de suas fazendas e vão para as cidades, para trabalhar na Indústria e também no Comércio. Dentre os estrangeiros, alguns nomes começam a se destacar: Ramenzoni, Scarpa, Matarazzo... Pessoas de formação, ou apenas bons negociantes, que passam a fazer fortuna na cidade. Mas o novo lugar da massa dos imigrantes é o centro de São Paulo, o bairro da Bela Vista, aonde chegaram, mas não sabiam muito o que agora iriam fazer.

 

 

1900 A1945- A INTEGRAçAO

No ambiente urbano, os efeitos da industrialização crescente do país já se fazem sentir. As cidades crescem, e com elas a necessidade de uma classe média com poder aquisitivo, apta a adquirir bens de consumo. Além disso, o trabalho na indústria exigia melhor preparo e capacitação. Por isso, a chegada dos imigrantes às cidades foi muito oportuna. Dentro de toda a massa imigratória feita de alemães, japoneses e eslavos, os italianos combinavam características mais aceitáveis: europeus, brancos, com muita disposição para o trabalho, e sobretudo, católicos.

     Assim, os italianos encontram seu espaço de trabalho na nascente indústria brasileira, até mesmo em fábricas de propriedade de italianos, como os Matarazzo. O patriarca Francisco Matarazzo chegou ao Brasil em 1881, trazendo na bagagem uma experiência no comércio de gordura animal. Estabelecendo-se em Sorocaba, montou um armazém onde comercializava banha enlatada, uma novidade na época. Em 1890 muda-se para a cidade de São Paulo, e dez anos depois, inaugura o Moinho Matarazzo, especializado em produtos alimentícios. Seus negócios diversificaram-se, com serrarias, metalúrgicas, tecelagens e até bancos. Ao final da primeira década do século 20, Francisco Matarazzo já possuía um parque industrial único em toda a América Latina.

 

As fotos estao no meu outro site : www.novelaterranostra.hpg.com.br



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